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Dr. Feitosa Responde

Dr. Feitosa responde
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Perguntas mais frequentes:
Genéricos
O que é medicamento genérico?

É um grupo de medicamentos cuja embalagem comercial não pode apresentar marca-fantasia, devendo apenas estar escrito na embalagem a denominação química ou princípio ativo. Por lei, devem apresentar resultados dos testes de Bioequivalência e biodisponibilidade comparáveis ao medicamento de marca – no caso considerados como referência por serem Originais e Inovadores.  

Quando foi aprovada a lei?

A lei foi aprovada em 10/02/1999 e regulamentada em 09/08/1999 com número 9.787/9  

O que é medicamento similar?

São medicamentos que conhecemos a anos como cópias. Entretanto não podem ser chamados de Genéricos, por nunca terem efetuado testes de Bioequivalência e Biodisponibilidade.  

O que é medicamento de Referência ou Marca?

São medicamentos que por meio de estudos exaustivos que englobam desde sua molécula inicial, seus efeitos nos animais e, depois nos voluntários sadios e, finalmente nas pessoas doentes. Isto leva em média 10 anos a um custo aproximado de $400 milhões.  

O que é Biodisponibilidade?

São testes pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária visando garantir a qualidade do medicamento. Biodisponibilidade – capacidade de um medicamento alcançar o sítio de ação em concentração suficiente para produzir o efeito desejado.  

O que é Bioequivalência?

É um teste que comprova que o medicamento Genérico tem a capacidade de produzir o mesmo efeito farmacológico que o medicamento de Marca. Exemplo – 100 mg de Ácido Acetil Salicilico (AAS) Genérico tem que alcançar o mesmo efeito farmacológico das 100 mg do AAS original.  

A lei obriga o médico a prescrever medicamento Genérico?

A lei não obriga o médico a prescrever o medicamento  Genérico. Entretanto, os médicos dos Hospitais e SUS são estimulados a prescrever a seus pacientes o princípio ativo do medicamento, o que já é feito há muito tempo.  

Como serão identificados os Genéricos?

Na embalagem constará tratar-se de um medicamento genérico aprovado pela lei 9.787/99 da Agência Nacional da Vigilância Sanitária. Se não tiver esta identificação, NÃO É GENÉRICO.  

Existe risco do balconista trocar o medicamento?

Há muito sabemos a inexistência de uma fiscalização adequada nas Farmácias do Brasil. Consequentemente, o risco existirá.

Como evitar?

Acredito que o paciente deverá ser conscientizado que somente seu médico poderá mudar a medicação. Logo, o papel do médico associado ao paciente, será de fundamental importância.  

Como deve proceder o médico quando o paciente solicitar um genérico?

Acima de tudo, o relacionamento médico paciente é de confiança mútua, portanto, insubstituível. Em havendo medicamentos genéricos aprovados, não há porque não prescrevê-los.  

Quais os medicamentos fabricados como Genéricos?

 O Governo para facilitar, divulgou uma Lista de 100 medicamentos poderão serão ser considerados como referência. SÃO OS MAIS UTILIZADOS PELA REDE PÚBLICA.  

Qual a situação dos Genéricos no mundo?  

Os genéricos fazem parte do esforço empreendido por diversos Serviços de Saúde Pública de diferentes países. Os países que usam Genéricos são: Canadá desde 1970. Estados Unidos, Japão e Coréia desde 1980. Austrália e Tailândia desde 1990 – ano em que oficialmente os Genéricos foram recomendados pela OMS.  

Que classes de medicamento existem no mercado?

Existem 3 classes de medicamento no mercado:

  • Os de Referência ou Inovadores: patenteam suas descobertas e estudos.
  • Os Similares: são produtos que imitam os medicamentos de Marca.
  • Os Genéricos: que se caracterizam por apresentarem estudo de Bioequivalência e Biodisponibilidade.
O que acontecerá com os similares no mercado?

Para sobreviverem no mercado altamente competitivo, deverão fazer teste de Bioequivalência e Biodisponibilidade com os medicamentos de referência. Ou seja, aos poucos os Similares serão transformados em Genéricos.  

Como deve acontecer a substituição dos medicamentos na farmácia?

Na farmácia, apenas o farmacêutico responsável poderá efetuar a substituição do medicamento, onde deverá colocar por escrito: Nome, Carimbar o nº do Conselho Regional de Farmácia e Assinar, daí em diante assim o farmacêutico será o responsável por qualquer problema com medicamento no paciente.  

Importante: 

É vedado ao balconista substituir o medicamento sob risco das penalidades conforme previstas na lei.

 

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